2 de ago. de 2011
6 de jul. de 2011
28 de nov. de 2008
PECADO E PERDÃO
Caríssimos irmãos, carentes de Luz.
Hoje posso ver com alegria o quão é importante a existencia de todos voces que dissimulam a verdade; que proclamam a hipocrisia; que como Judas amam a falsidade, traem e conspiram contra o próprio Ser. Sim, porque ninguem consegue ser tão mal sem antes prejudicar a si mesmo.
Em suas maledicencias, nos falsos testemunhos, na aleivosia, na discriminação, nas injurias e na difamação: Hereges de má intenção. Voces conseguem ser a alegria do inferno e o deleite do próprio demônio, enquanto promovem e alimentam a tristeza de Deus.
Que bom que voces existem meus irmãos!
O que seria da Luz se não houvesse as trevas? O que seria da culpa se não existisse o perdão?
O que seria, meus caros, do próprio Cristo, da redenção dos pecados se não fosse os hipócritas, os medíocres fanáticos, a humanidade presente tomando parte em sua Crucificação?
Queridos irmãos, ainda bem que vossos corpos serão consumidos no nada, pois sois todos mortais.
Deem graças, pois, que só vossas almas é que são eternas e á estas ainda resta um periodo de expiação para obter o Perdão Divino.
Que assim seja!
13 de ago. de 2008
SÉRIE: Qualquer semelhança...
Parte l
Tudo que vejo é vulto...
- Tudo que vejo é vulto e o que sinto é o calor das mãos de minha mãe.
- A percepção se confunde com a energia que posso sentir. O toque, os gestos e o silencio do coração são mais altos que todos os outros acordes. Por hora eu sinto que sou objeto de uma paixão. Sou a lógica do amor determinada pelo ser humano. Sou agora um humano que tem cara e que tem coração.
- O colo me conforta com o calor do abraço que posso sentir. De repente parece que estou de volta ao ventre livre de onde eu nasci.
- Alguma coisa me faz reter músculos e nervos; ruídos altos de coisas que nem percebo e, ás vezes, um grande e demorado clarão.
- Logo vou começar a perceber tudo e decifrar as letras que eu nunca pensei escrever.
- ... Por hora eu posso dizer que agora sou parte de um meio, já sou algo que é parte do recheio; sou um grão que nasceu e terá o seu tempo enquanto, no tempo, o Amor de Deus permanecerá...!
O caminho é bastante longo, de voltas quase imprevisíveis, retas confusas que parecem não ter final. As barreiras não são tão intransponíveis, porem os níveis é que diferem na hora da escalada. Homens e mentes se confundem entre objetivos e ideais. Paralelamente corre o nada, para o nada, princípio da vida onde tudo começou. A razão está perdida meio a tantas emoções; sensações que despertam um falso momento, sentimentos incontidos numa imagem que não consegue refletir o que é real. E o homem se perde em labirintos que são alargados pela sua cruel ilusão. A saudade é uma moeda trocada pela esperança que não saiu da caixa de Pandora e o valor de outrora já não faz parte nas bolsas de cotação. É ínfimo e medíocre o esforço para se alcançar a verdade, pois a liberdade se tornou refém da hipocrisia e da falta de afetividade e compreensão.
Os ideais são fantasias, são máscaras carnavalescas, dissimuladas em ideologias grotescas que só servem para alienar as mentes fragilizadas, pobres mentes dotadas de débeis conceitos, de preconceitos e de discriminação.
- A percepção se confunde com a energia que posso sentir. O toque, os gestos e o silencio do coração são mais altos que todos os outros acordes. Por hora eu sinto que sou objeto de uma paixão. Sou a lógica do amor determinada pelo ser humano. Sou agora um humano que tem cara e que tem coração.
- O colo me conforta com o calor do abraço que posso sentir. De repente parece que estou de volta ao ventre livre de onde eu nasci.
- Alguma coisa me faz reter músculos e nervos; ruídos altos de coisas que nem percebo e, ás vezes, um grande e demorado clarão.
- Logo vou começar a perceber tudo e decifrar as letras que eu nunca pensei escrever.
- ... Por hora eu posso dizer que agora sou parte de um meio, já sou algo que é parte do recheio; sou um grão que nasceu e terá o seu tempo enquanto, no tempo, o Amor de Deus permanecerá...!
O caminho é bastante longo, de voltas quase imprevisíveis, retas confusas que parecem não ter final. As barreiras não são tão intransponíveis, porem os níveis é que diferem na hora da escalada. Homens e mentes se confundem entre objetivos e ideais. Paralelamente corre o nada, para o nada, princípio da vida onde tudo começou. A razão está perdida meio a tantas emoções; sensações que despertam um falso momento, sentimentos incontidos numa imagem que não consegue refletir o que é real. E o homem se perde em labirintos que são alargados pela sua cruel ilusão. A saudade é uma moeda trocada pela esperança que não saiu da caixa de Pandora e o valor de outrora já não faz parte nas bolsas de cotação. É ínfimo e medíocre o esforço para se alcançar a verdade, pois a liberdade se tornou refém da hipocrisia e da falta de afetividade e compreensão.
Os ideais são fantasias, são máscaras carnavalescas, dissimuladas em ideologias grotescas que só servem para alienar as mentes fragilizadas, pobres mentes dotadas de débeis conceitos, de preconceitos e de discriminação.
E o corpo é a peça que designa a vontade; é a maldade e o excesso de um senso comum. A boca é usada para a pronuncia descabida, desordenada, projetando a palavra errada, erradicando a premissa da consagração. Gestos nem sempre inteligíveis, formas e textos imprevisíveis, sem deixar qualquer chance de interpretação.
E sofre, padece, vivendo admoestado pela “santa ignorância” da auto destruição. Fortes e pusilânimes corpos que são despejados, despojados do tudo que nunca os fartou. Trazem nas marcas todo o resultado de uma soma mal combinada, soluções enganadas, erradas em cálculos que não deixa certeza, que adormece na mesa, dentro de um tubo de ensaio qualquer. É a proveta o seu novo abrigo e o castigo renasce de um ato abolido num tempo que não vai voltar.
Pobres humanos desamparados, marginalizados pela própria razão. Não sabem por onde caminha o seu próprio destino, não andam sozinhos e vivem na escuridão achando que é longe a visão que carrega pois não querem aceitar que é cega a justiça que escorrega espremida entre os dedos, conservando a marca do medo no “M“ da palma da mão.
E sofre, padece, vivendo admoestado pela “santa ignorância” da auto destruição. Fortes e pusilânimes corpos que são despejados, despojados do tudo que nunca os fartou. Trazem nas marcas todo o resultado de uma soma mal combinada, soluções enganadas, erradas em cálculos que não deixa certeza, que adormece na mesa, dentro de um tubo de ensaio qualquer. É a proveta o seu novo abrigo e o castigo renasce de um ato abolido num tempo que não vai voltar.
Pobres humanos desamparados, marginalizados pela própria razão. Não sabem por onde caminha o seu próprio destino, não andam sozinhos e vivem na escuridão achando que é longe a visão que carrega pois não querem aceitar que é cega a justiça que escorrega espremida entre os dedos, conservando a marca do medo no “M“ da palma da mão.
A Razão e a idéia constituem uma suposta panacéia a seres autônomos e ineficazes.
Não há sombras de dúvidas, as dúvidas é que são as sombras daquilo que não sabemos ou não podemos explicar.
... E o Amor de Deus permanecerá!
- No vento que sopra e na chuva que cai; no claro da luz que o Sol contemplou; na força da vida que brota e se vai e na madrugada perdida que ninguém despertou...
Por quanto ainda seremos humanos e, quantos anos ainda faltam pra si? Afinal o que seremos ou pra onde nós vamos, numa vida que passa e não tem pra onde ir?
A direção é incerta? Como foi traçada essa reta e qual a intenção que nos leva ao final?
E quem chega onde pensa que chega, chega cheio de idéias ou chega de pára quedas e cai sob sete palmos de chão?
Até onde somos nós mesmos e temos consciência disso e até onde eu posso pensar que sou aquilo que sempre quis? E como posso agir como eu mesmo se a corrupção ao meu corpo vem de berço, duma enfermaria em um canto qualquer, pois a mente que não se corrompe sofre no seu dia a dia o assédio da inquisição.
Os desafios são cada vez mais constantes. O que foi uma aventura antes passa a ser agora uma conduta de pura reflexão, de constatação dos enganos e da absolvição de nossa própria alma.
As palavras se repetem mas estão cheias de significados diferentes e, quando representadas, são outras as suas intenções.
Algumas pessoas se perdem meio a valores que criam e levados pela especulação de tantos outros valores de duvidosas e espúrias cotações.
As opiniões já não são assumidas ou livremente determinadas, misturam-se entre sugestões mal formuladas e acovardadas, dissimuladas pela hipocrisia e pela má intenção.
Entretanto...
Acordei com alegria ao saber que teria em meus braços o neto que era esperado e que foi cuidadosamente esperado e planejado por minha filha que fizera essa opção.
Na enfermaria de um Hospital público de ambiente sombrio e desorganizado encontrei a minúscula vida sendo embalada pela mãe que sorria com orgulho e satisfação.
Antes do Pai, o avô. Sorri e tomei-o em meus braços e num beijo terno nos lábios felicitei a minha radiante e ainda pusilânime filha que agora se tornara mamãe.
Meu genro a tudo observava e não conseguia conter a alegria nos olhos que brilhava mas, no momento ainda não se achava com coragem de pegar aquela figurinha frágil que eu descobria meio as mantas e roupinhas cuidadosamente arrumadas e levemente perfumadas. Ofereci-lhe o filho encorajando-o e orientando-o de acordo com a minha experiência de pai, enfermeiro(Téc.) e, por fim, avô “babão”.
A emoção do momento, no entanto, não conseguia sobrepor-se a razão e, assim, aluguei os ouvidos da filha e do genro com medidas imediatas de minha preocupação. Fiz diversas recomendações e chamei a atenção para procedimentos e cuidados que a partir do momento seriam determinantes para evitar complicações e proteger uma vida que se iniciara e que aos pouco se desenvolvia na palma de nossas mãos.
... Por hora, eu continuo a dizer que tudo que vejo é vulto e, que o Amor de Deus sempre permanecerá!
Não há sombras de dúvidas, as dúvidas é que são as sombras daquilo que não sabemos ou não podemos explicar.
... E o Amor de Deus permanecerá!
- No vento que sopra e na chuva que cai; no claro da luz que o Sol contemplou; na força da vida que brota e se vai e na madrugada perdida que ninguém despertou...
Por quanto ainda seremos humanos e, quantos anos ainda faltam pra si? Afinal o que seremos ou pra onde nós vamos, numa vida que passa e não tem pra onde ir?
A direção é incerta? Como foi traçada essa reta e qual a intenção que nos leva ao final?
E quem chega onde pensa que chega, chega cheio de idéias ou chega de pára quedas e cai sob sete palmos de chão?
Até onde somos nós mesmos e temos consciência disso e até onde eu posso pensar que sou aquilo que sempre quis? E como posso agir como eu mesmo se a corrupção ao meu corpo vem de berço, duma enfermaria em um canto qualquer, pois a mente que não se corrompe sofre no seu dia a dia o assédio da inquisição.
Os desafios são cada vez mais constantes. O que foi uma aventura antes passa a ser agora uma conduta de pura reflexão, de constatação dos enganos e da absolvição de nossa própria alma.
As palavras se repetem mas estão cheias de significados diferentes e, quando representadas, são outras as suas intenções.
Algumas pessoas se perdem meio a valores que criam e levados pela especulação de tantos outros valores de duvidosas e espúrias cotações.
As opiniões já não são assumidas ou livremente determinadas, misturam-se entre sugestões mal formuladas e acovardadas, dissimuladas pela hipocrisia e pela má intenção.
Entretanto...
Acordei com alegria ao saber que teria em meus braços o neto que era esperado e que foi cuidadosamente esperado e planejado por minha filha que fizera essa opção.
Na enfermaria de um Hospital público de ambiente sombrio e desorganizado encontrei a minúscula vida sendo embalada pela mãe que sorria com orgulho e satisfação.
Antes do Pai, o avô. Sorri e tomei-o em meus braços e num beijo terno nos lábios felicitei a minha radiante e ainda pusilânime filha que agora se tornara mamãe.
Meu genro a tudo observava e não conseguia conter a alegria nos olhos que brilhava mas, no momento ainda não se achava com coragem de pegar aquela figurinha frágil que eu descobria meio as mantas e roupinhas cuidadosamente arrumadas e levemente perfumadas. Ofereci-lhe o filho encorajando-o e orientando-o de acordo com a minha experiência de pai, enfermeiro(Téc.) e, por fim, avô “babão”.
A emoção do momento, no entanto, não conseguia sobrepor-se a razão e, assim, aluguei os ouvidos da filha e do genro com medidas imediatas de minha preocupação. Fiz diversas recomendações e chamei a atenção para procedimentos e cuidados que a partir do momento seriam determinantes para evitar complicações e proteger uma vida que se iniciara e que aos pouco se desenvolvia na palma de nossas mãos.
... Por hora, eu continuo a dizer que tudo que vejo é vulto e, que o Amor de Deus sempre permanecerá!
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Parte II
Um dia a mais
E mais um dia começa e junto a esse começo o desespero de quem não suporta mais esperar. O corpo já não quer a inquietação da mente e quisera ser demente para justificar um mal que já não mais suporta e, quisera sair pela porta, sumir para não voltar mais.
Não, não seria essa louca vontade insana que se renova de semana em semana e dia após dia sem dar um descanso sequer. Não seria essa condição louca, que sufoca e cala na boca um grito difícil de se conter.
E a palavra traduz mas não consegue expressar a ignorância que vive em concomitância com a própria falta de explicação. A verdade já não interessa porque a pressa, agora, é de resultados. Resultados que podem ser imprecisos, que não importa se venham com avisos ou qualquer outra forma de manifestação. O presságio há muito deixou de ser importante. O sentimento não é mais o de antes e o mau e o bom são matérias que geram uma vaga e invulgar discussão.
São assim os dias de um desempregado, de alguém que é útil mas não tem uma ocupação, a não ser no trabalho da mente que tenta não sucumbir ao tédio; que tenta fugir do amargo remédio que vicia, da droga que alicia, da ansiedade no dia que esquenta e esfria mas não muda a idéia e nem mesmo a razão.
Como um animal acuado, vive preso e desamparado por uma sociedade que não quer se envolver. É mais uma vitima de sua comunidade, das famílias e da sociedade, que a tudo assiste e insiste em discriminar. Julgam alguns que não há exclusão mas não dão atenção aos gestos tão mudos quanto estáticos e, com atitudes e pensamentos práticos, escondem em si a hipocrisia e disseminam a falsidade, com uma verdade que inexiste mas que atende ás suas terríveis necessidades, de legar para a eternidade a falta de compromisso moral e de uma justa razão.
A quem interessa, portanto, essa lamentável condição? Quem serão os algozes de um trabalhador incansável que por uma idade avançada e inevitável não consegue um lugar ou uma oportunidade para provar a sua capacidade, a sua utilidade e aptidão? Que inteligência impera nesse meio confuso cujo abuso está estampado na cara, na figura que se declara e se completa numa vil obstinação? Que distancia separa o discurso da ignorância e com que ganância esperam alcançar o topo dessa montanha infinita de proporções tão esquisitas quanto a vontade de não ser a imagem uma simples visagem que assusta mas não afugenta, que cria e não se contenta em ser uma idéia a mais, uma espera de paz ou, serenamente, uma simples imaginação.
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Um dia a mais
E mais um dia começa e junto a esse começo o desespero de quem não suporta mais esperar. O corpo já não quer a inquietação da mente e quisera ser demente para justificar um mal que já não mais suporta e, quisera sair pela porta, sumir para não voltar mais.
Não, não seria essa louca vontade insana que se renova de semana em semana e dia após dia sem dar um descanso sequer. Não seria essa condição louca, que sufoca e cala na boca um grito difícil de se conter.
E a palavra traduz mas não consegue expressar a ignorância que vive em concomitância com a própria falta de explicação. A verdade já não interessa porque a pressa, agora, é de resultados. Resultados que podem ser imprecisos, que não importa se venham com avisos ou qualquer outra forma de manifestação. O presságio há muito deixou de ser importante. O sentimento não é mais o de antes e o mau e o bom são matérias que geram uma vaga e invulgar discussão.
São assim os dias de um desempregado, de alguém que é útil mas não tem uma ocupação, a não ser no trabalho da mente que tenta não sucumbir ao tédio; que tenta fugir do amargo remédio que vicia, da droga que alicia, da ansiedade no dia que esquenta e esfria mas não muda a idéia e nem mesmo a razão.
Como um animal acuado, vive preso e desamparado por uma sociedade que não quer se envolver. É mais uma vitima de sua comunidade, das famílias e da sociedade, que a tudo assiste e insiste em discriminar. Julgam alguns que não há exclusão mas não dão atenção aos gestos tão mudos quanto estáticos e, com atitudes e pensamentos práticos, escondem em si a hipocrisia e disseminam a falsidade, com uma verdade que inexiste mas que atende ás suas terríveis necessidades, de legar para a eternidade a falta de compromisso moral e de uma justa razão.
A quem interessa, portanto, essa lamentável condição? Quem serão os algozes de um trabalhador incansável que por uma idade avançada e inevitável não consegue um lugar ou uma oportunidade para provar a sua capacidade, a sua utilidade e aptidão? Que inteligência impera nesse meio confuso cujo abuso está estampado na cara, na figura que se declara e se completa numa vil obstinação? Que distancia separa o discurso da ignorância e com que ganância esperam alcançar o topo dessa montanha infinita de proporções tão esquisitas quanto a vontade de não ser a imagem uma simples visagem que assusta mas não afugenta, que cria e não se contenta em ser uma idéia a mais, uma espera de paz ou, serenamente, uma simples imaginação.
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18 de jul. de 2008
Segurança Pública & Saude Publica - O que eles têm em comum?
Todos os dias ficamos sabendo de mais uma morte provocada pela incompetência e a má formação de policiais. Hoje em dia, como se não bastasse tanto, vemos nascer tantas outras formas de violência que chega a ser difícil ter que compará-las. Aliás, com a violência não há qualquer comparação. Além do mais, os elementos que promovem e dão sustento a violência é que não há mesmo como os comparar. São únicos e ainda bem. Não são pares da imoralidade, são o sacrifício da forma mais que naturalmente correta que ainda falta na consciência do homem.
As estatísticas apontam para a falta de qualificação de mão-de-obra no escasso mercado de trabalho, enquanto mostram que a qualidade na formação dos profissionais está seriamente comprometida principalmente nos órgãos que deveriam assegurar uma melhor qualidade de vida para o cidadão. Agora notem bem quanta ironia, notem do quanto é capaz, um sistema, para atingir as suas expectativas por um simples conceito de QUALIDADE E QUALIFICAÇÃO.
Sistema e conceitos que aqui me refiro, responsáveis por essas mudanças trágicas e quase irreversíveis no homem, são aquelas partes que há muito vêem o seu semelhante com um meio, uma via para o pesado tráfico de suas influências que de nada serve ao mundo que deve ser pensado de uma forma mais natural. São elementos que nascem, acontecem e se propagam meio a outros que com características e diferentes essências, acabam por se contraporem apesar da tão confundível e inevitável junção, a interminável mistura entre o trigo e o joio, o trabalho e o pão, o arbítrio e a opção.
As acusações e denuncias são quase sempre de forma ignorante, tedenciosa e precipitada e nunca trazem de concreto uma séria e descomprometida discussão. As pessoas são compelidas cada vez mais a pensar com a cabeça do Estado e as razões vão se perdendo de geração em geração. Há uma controversa harmonia entre as pessoas que já não se sustentam e se confundem em seus princípios, conceitos ou determinações. Na escola ainda falta a disciplina do auto conhecimento e as matérias ainda passadas, algumas, de forma um tanto ridícula e arbitrária, mostram o quanto se respira nesse imenso espaço cultural, a sofrível e lamentável cultura da alienação, da desinformação e da má formação.
O homem troca, vende, negocia o seu estado de consciência, o seu livre arbítrio, a sua supremacia, pela subordinada e irrepreensível condição. Condiciona-se a tudo, acostuma-se com tudo, conforma-se com tudo e se acomoda, se incomodando por vezes com aqueles que não querem se acomodar...
E, portanto, diz-se que a polícia atira antes para depois identificar a sua vítima, o que faz de forma contrária o sistema público de saúde que vagarosa e inacreditavelmente identifica suas vítimas ainda nos corredores, nas filas, nos guichés e bancos de uma suja e desprezível recepção de hospitais e clínicas; preenchendo fichas, coletando dados de uma maneira tão formal quanto ignorante, absorta e totalmente alheia ao sofrimento e a fragilidade humana. Agentes despreparados e sem conhecimento algum da área em que atuam, procuram preencher extensos questionários inoportunos e inadequados para o momento de pessoas visivelmente moribundas que nem chegam sequer a ser atendidas no consultório médico, morrendo, por vezes, jogadas pelo chão.
Qual a formação que quero prá mim? Qual atendimento e com que finalidade e intenção eu devo ser atendido enquanto um ser humano, independente de ser reconhecido como um cidadão?
“…uma motorista com um filho menor a bordo, estaciona o seu carro de maneira ordeira e regular numa berma para que a viatura policial possa passar e dar prosseguimento a uma caçada a meliantes que trafegam em alta velocidade pela via… a policia pára e metralha o carro da motorista ingenua, temerosa e bem-intencionada que vê o filho a seu lado ser morto pelos policiais bandidos, destemidos, mal-intencionados e despreparados que espalham terror e fazem da criança mais uma de suas inúmeras vitimas mortais”. E os meliantes continuam impunes e em fuga, a polícia mata inocentes e esta cena ainda muitas vezes se repetiria.
“ um pai chega ao hospital com a filha que vai dar a luz. Desesperado vai ao pronto-socorro explica a situação da filha que se contorce num extenso banco de madeira que não tem condições nenhuma de receber o seu corpo que necessita urgentemente de posições mais confortáveis e adequadas. A atendente tem mais de sessenta (nada contra) e não tem mais a ágil dinâmica que um dia pode ter sido a sua marca na incansável função (de também má formação?), não tem noção alguma de procedimentos médicos ou conhece sequer a rotina de uma urgência que exige prontidão. Entretanto, paulatinamente e sem demonstrar qualquer senso de prestabilidade e dedicação começa a indagar ao pai impaciente e inconformado,os dados da parturiente que vê o sangue a escorrer-lhe pelas entranhas, sentindo medo de morrer com o seu filho ou de ver seu filho morrer por si. “...de que interessa agora nome, morada ou numero – disse com pouco fôlego a angustiada gestante - eu só preciso de alguém prá me ajudar nesse momento...”
A quem interessa o mau atendimento nas instituições públicas e privadas, a quem interessaria a desarmonia, a falta de respeito aos direitos naturais do homem, a quem interessa os ideais e as ideias de guerra, de divisão e preconceitos?
E a quem realmente interessa a ideia de Paz , a promoção da alegria e do relacionamento sadio, humano e solidário, não pela imposição de seus falsos valores ou da hipocrisia mas sim pela sensibilidade de uma razão que é moral e inata ao próprio homem?!
As estatísticas apontam para a falta de qualificação de mão-de-obra no escasso mercado de trabalho, enquanto mostram que a qualidade na formação dos profissionais está seriamente comprometida principalmente nos órgãos que deveriam assegurar uma melhor qualidade de vida para o cidadão. Agora notem bem quanta ironia, notem do quanto é capaz, um sistema, para atingir as suas expectativas por um simples conceito de QUALIDADE E QUALIFICAÇÃO.
Sistema e conceitos que aqui me refiro, responsáveis por essas mudanças trágicas e quase irreversíveis no homem, são aquelas partes que há muito vêem o seu semelhante com um meio, uma via para o pesado tráfico de suas influências que de nada serve ao mundo que deve ser pensado de uma forma mais natural. São elementos que nascem, acontecem e se propagam meio a outros que com características e diferentes essências, acabam por se contraporem apesar da tão confundível e inevitável junção, a interminável mistura entre o trigo e o joio, o trabalho e o pão, o arbítrio e a opção.
As acusações e denuncias são quase sempre de forma ignorante, tedenciosa e precipitada e nunca trazem de concreto uma séria e descomprometida discussão. As pessoas são compelidas cada vez mais a pensar com a cabeça do Estado e as razões vão se perdendo de geração em geração. Há uma controversa harmonia entre as pessoas que já não se sustentam e se confundem em seus princípios, conceitos ou determinações. Na escola ainda falta a disciplina do auto conhecimento e as matérias ainda passadas, algumas, de forma um tanto ridícula e arbitrária, mostram o quanto se respira nesse imenso espaço cultural, a sofrível e lamentável cultura da alienação, da desinformação e da má formação.
O homem troca, vende, negocia o seu estado de consciência, o seu livre arbítrio, a sua supremacia, pela subordinada e irrepreensível condição. Condiciona-se a tudo, acostuma-se com tudo, conforma-se com tudo e se acomoda, se incomodando por vezes com aqueles que não querem se acomodar...
E, portanto, diz-se que a polícia atira antes para depois identificar a sua vítima, o que faz de forma contrária o sistema público de saúde que vagarosa e inacreditavelmente identifica suas vítimas ainda nos corredores, nas filas, nos guichés e bancos de uma suja e desprezível recepção de hospitais e clínicas; preenchendo fichas, coletando dados de uma maneira tão formal quanto ignorante, absorta e totalmente alheia ao sofrimento e a fragilidade humana. Agentes despreparados e sem conhecimento algum da área em que atuam, procuram preencher extensos questionários inoportunos e inadequados para o momento de pessoas visivelmente moribundas que nem chegam sequer a ser atendidas no consultório médico, morrendo, por vezes, jogadas pelo chão.
Qual a formação que quero prá mim? Qual atendimento e com que finalidade e intenção eu devo ser atendido enquanto um ser humano, independente de ser reconhecido como um cidadão?
“…uma motorista com um filho menor a bordo, estaciona o seu carro de maneira ordeira e regular numa berma para que a viatura policial possa passar e dar prosseguimento a uma caçada a meliantes que trafegam em alta velocidade pela via… a policia pára e metralha o carro da motorista ingenua, temerosa e bem-intencionada que vê o filho a seu lado ser morto pelos policiais bandidos, destemidos, mal-intencionados e despreparados que espalham terror e fazem da criança mais uma de suas inúmeras vitimas mortais”. E os meliantes continuam impunes e em fuga, a polícia mata inocentes e esta cena ainda muitas vezes se repetiria.
“ um pai chega ao hospital com a filha que vai dar a luz. Desesperado vai ao pronto-socorro explica a situação da filha que se contorce num extenso banco de madeira que não tem condições nenhuma de receber o seu corpo que necessita urgentemente de posições mais confortáveis e adequadas. A atendente tem mais de sessenta (nada contra) e não tem mais a ágil dinâmica que um dia pode ter sido a sua marca na incansável função (de também má formação?), não tem noção alguma de procedimentos médicos ou conhece sequer a rotina de uma urgência que exige prontidão. Entretanto, paulatinamente e sem demonstrar qualquer senso de prestabilidade e dedicação começa a indagar ao pai impaciente e inconformado,os dados da parturiente que vê o sangue a escorrer-lhe pelas entranhas, sentindo medo de morrer com o seu filho ou de ver seu filho morrer por si. “...de que interessa agora nome, morada ou numero – disse com pouco fôlego a angustiada gestante - eu só preciso de alguém prá me ajudar nesse momento...”
A quem interessa o mau atendimento nas instituições públicas e privadas, a quem interessaria a desarmonia, a falta de respeito aos direitos naturais do homem, a quem interessa os ideais e as ideias de guerra, de divisão e preconceitos?
E a quem realmente interessa a ideia de Paz , a promoção da alegria e do relacionamento sadio, humano e solidário, não pela imposição de seus falsos valores ou da hipocrisia mas sim pela sensibilidade de uma razão que é moral e inata ao próprio homem?!
18 de jun. de 2008
A ESCRAVIDÃO HUMANA NO SEC.XXl
A exploração do homem pelo homem é uma prática que, há muito, pensa-se ter sido abolida. Pensam alguns… atenção!
Ledo engano.
Na prática, esse cancro, está cada vez mais fazendo suas vítimas. Destruindo vidas, destruindo laços, famílias, destruindo direitos, subtraindo sonhos e tornando cada vez mais longínqua e penosa a esperança do cidadão.
A Escravidão Humana que é sustentada pelo poder económico dos países desenvolvidos e pelo abuso de poderes que o homem exerce sobre o outro á procura de satisfazer as suas inescrupulosas e insaciáveis intenções, existe sim. Ainda, nos dias de hoje.
Está presente nas ruas sob o olhar da discriminação étnica, religiosa e social.
Está nos locais públicos e privados onde o privilégio supera a justiça, o bom senso e a razão.
Está em tudo, inclusive na máquina administrativa que não gera Educação.
Atualmente em Portugal - país irmanado por laços eternos com o Brasil. - *“…existe uma população imigrante de 53 mil Brasileiros, sendo que apenas 14 mil possuem visto para trabalho” – segundo o Serviço de Imigração. Porém, o universo de trabalhadores ilegais no país não consta nos autos da instituição talvez por ser essa uma tarefa muito difícil.
Se calhar, o órgão não tem competência para isso.
Acredito, no entanto, que quando é feito um esboço do quadro da imigração no país não existam de fato omissões. Acredito sim que haja incongruências.
Entretanto, é inacreditável não haver aí um canal aberto e seguro para que pessoas, especialmente trabalhadores, sejam incentivadas á dar e buscar informações, pedir ajuda, prestar declarações e denunciar.
O Imigrante trabalhador exerce suas atividades de forma digna e ordeira.
Um ser humano digno de respeito e, como humanos é que merecem viver.
Há inúmeros relatos, casos que devem ser ouvidos e analisados. “Tráfico de influencias no processo de legalização; privilégios; extorsão; fiscalização relaxada às obras e postos de trabalho e ainda a sofrível condição do trabalhador.”
Explorados sim. Ajudados não!
O Governo não reconhece a legalidade do cidadão imigrante que não tem “Visto de Trabalho", porem, esse imigrante é induzido, logo que chega, a tirar o seu Cartão de contribuinte para estar registrado nas “finanças” - é o documento mais barato.
Isso quer dizer que a sua obrigação é contribuir. O imigrante pode não estar legal e nem será fácil conseguir isso, mas o que ganhar tem que prestar contas com o fisco que tem ciencia principalmente de sua morada e de sua existencia no País.
E ganha o Governo; ganha o Comércio; ganham os patrões e outros que aqui, agora, prefiro não citar para não correr o risco de deixar de fora mais alguns.
O Fenómeno da imigração, no entanto, favorece a muita gente menos ao imigrante que para atingir seus objetivos até ajuda a sustentar certas máfias que quase podemos dizer que são institucionais.
Alguns “patrões” exigem o esforço máximo do trabalhador imigrante sem lhes pagar a Segurança Social. Outros, além de não pagarem o que é devido ao trabalhador imigrante ainda os ameaça de entregar á imigração se forem cobrados.
Sem falar dos que ainda retém metade do salário para “amarrar” o trabalhador e “dão-lhes casa para morar”, numa intenção clara de cárcere privado.
Tem aqueles que dizem que o dono da obra ainda não pagou a fatura e com isso enrolam e abusam da paciência do trabalhador, atrasando e, ou, retendo seus salários.
Nos canteiros de obra ainda existem as figuras do capataz, dos tupamaros, o feitor, o capitão do mato, o dedo duro, o puxa-sacos, o “caguête”, etc., que passam o dia a atazanar, ofender, humilhar e oprimir o trabalhador, certos de que este é o melhor método para a produção e para se imporem sobre a fragilizada condição do imigrante.
Horrenda forma de vida. Sem direito sequer a informação.
A escravidão é uma tomada e se não for logo completamente desligada a humanidade se acaba meio a uma grande explosão.
* dados de 2004
Ledo engano.
Na prática, esse cancro, está cada vez mais fazendo suas vítimas. Destruindo vidas, destruindo laços, famílias, destruindo direitos, subtraindo sonhos e tornando cada vez mais longínqua e penosa a esperança do cidadão.
A Escravidão Humana que é sustentada pelo poder económico dos países desenvolvidos e pelo abuso de poderes que o homem exerce sobre o outro á procura de satisfazer as suas inescrupulosas e insaciáveis intenções, existe sim. Ainda, nos dias de hoje.
Está presente nas ruas sob o olhar da discriminação étnica, religiosa e social.
Está nos locais públicos e privados onde o privilégio supera a justiça, o bom senso e a razão.
Está em tudo, inclusive na máquina administrativa que não gera Educação.
Atualmente em Portugal - país irmanado por laços eternos com o Brasil. - *“…existe uma população imigrante de 53 mil Brasileiros, sendo que apenas 14 mil possuem visto para trabalho” – segundo o Serviço de Imigração. Porém, o universo de trabalhadores ilegais no país não consta nos autos da instituição talvez por ser essa uma tarefa muito difícil.
Se calhar, o órgão não tem competência para isso.
Acredito, no entanto, que quando é feito um esboço do quadro da imigração no país não existam de fato omissões. Acredito sim que haja incongruências.
Entretanto, é inacreditável não haver aí um canal aberto e seguro para que pessoas, especialmente trabalhadores, sejam incentivadas á dar e buscar informações, pedir ajuda, prestar declarações e denunciar.
O Imigrante trabalhador exerce suas atividades de forma digna e ordeira.
Um ser humano digno de respeito e, como humanos é que merecem viver.
Há inúmeros relatos, casos que devem ser ouvidos e analisados. “Tráfico de influencias no processo de legalização; privilégios; extorsão; fiscalização relaxada às obras e postos de trabalho e ainda a sofrível condição do trabalhador.”
Explorados sim. Ajudados não!
O Governo não reconhece a legalidade do cidadão imigrante que não tem “Visto de Trabalho", porem, esse imigrante é induzido, logo que chega, a tirar o seu Cartão de contribuinte para estar registrado nas “finanças” - é o documento mais barato.
Isso quer dizer que a sua obrigação é contribuir. O imigrante pode não estar legal e nem será fácil conseguir isso, mas o que ganhar tem que prestar contas com o fisco que tem ciencia principalmente de sua morada e de sua existencia no País.
E ganha o Governo; ganha o Comércio; ganham os patrões e outros que aqui, agora, prefiro não citar para não correr o risco de deixar de fora mais alguns.
O Fenómeno da imigração, no entanto, favorece a muita gente menos ao imigrante que para atingir seus objetivos até ajuda a sustentar certas máfias que quase podemos dizer que são institucionais.
Alguns “patrões” exigem o esforço máximo do trabalhador imigrante sem lhes pagar a Segurança Social. Outros, além de não pagarem o que é devido ao trabalhador imigrante ainda os ameaça de entregar á imigração se forem cobrados.
Sem falar dos que ainda retém metade do salário para “amarrar” o trabalhador e “dão-lhes casa para morar”, numa intenção clara de cárcere privado.
Tem aqueles que dizem que o dono da obra ainda não pagou a fatura e com isso enrolam e abusam da paciência do trabalhador, atrasando e, ou, retendo seus salários.
Nos canteiros de obra ainda existem as figuras do capataz, dos tupamaros, o feitor, o capitão do mato, o dedo duro, o puxa-sacos, o “caguête”, etc., que passam o dia a atazanar, ofender, humilhar e oprimir o trabalhador, certos de que este é o melhor método para a produção e para se imporem sobre a fragilizada condição do imigrante.
Horrenda forma de vida. Sem direito sequer a informação.
A escravidão é uma tomada e se não for logo completamente desligada a humanidade se acaba meio a uma grande explosão.
* dados de 2004
3 de jun. de 2008
Amigos na infancia...
...é imprescindível lembrar de dois personagens importantes, astutos e perspicazes. Era o Chico e o Parafuso. Um Macaco e um Papagaio. Os dois seres mais interessantes do mundo animal que eu já convivi.
Parafuso, o papagaio, viveu comigo por mais tempo. Mas, Chico, o macaco, ganhou logo uma nova família.
Parafuso, o papagaio, viveu comigo por mais tempo. Mas, Chico, o macaco, ganhou logo uma nova família.
O Chico…
O Chico era muito indisciplinado. Aproveitava para fazer as estripulias nas horas em que não via muito movimento em casa, no quintal ou no boteco, onde minha avó mantinha a sua clientela de doces, bolos, pães e outros artigos de mercearia a varejo. Sem falar das “pingas” que era cachaça da melhor qualidade que meu avô recebia da roça e que foi o motivo principal, pelo qual, se optou em doar o Chico.
O macaco, astuto como ele só, descia do alto de um tronco, onde ele tinha a sua casa e quando chegava embaixo, desamarrava-se do cinto que trazia junto á uma corrente, cujo cinto estava atado a sua barriga e, daí, sem muitas delongas, ia direto ao boteco que, por vezes, minha vó envolvida em outros afazeres, deixava sosinho, atendendo aos fregueses quando era chamada. E o pior, além de provar de cada garrafão de cachaça que tinha embaixo do balcão, o Chico as deixava abertas, espalhando o forte odor de álcool pelo chão á derramar cachaça por todo o assoalho de madeira. O macaco cachaceiro era incontrolável. Depois da cachaçada ficava irreverente e atrevido. Pulando o balcão, o Chico ganha a rua e só assim é que minha avó, efetivamente, toma conhecimento de que alguma coisa se passa, algo não está bem.
Alguém, na rua, chama minha avó pela grade de um grande portão de ferro – “O macaco tá solto, tá aqui na rua.”
Era o Chico fazendo das suas, diante das pessoas, tomando-lhes a frente, não as deixava passar na rua diante do boteco. A única rua de acesso ao centro e ao comércio do bairro vizinho.
Ao ver minha avó, diminui-lhe totalmente as tensões e seus gestos já se tornam mais afetivos, dignos da personalidade de um sonso.
- Chico… Chico…, outra vez seu moleque? - Diz minha avó pacientemente estendendo-lhe as duas mãos que ele alcança estendendo também as suas e se aconchegando ao colo dela. E, de repente as pessoas vêem se afastar um santinho que momentos antes fazia verdadeiras diabruras. Nos braços de minha avó, ele apoiava a cabeça sobre os ombros dela, com um olhar terno e sereno como se fosse um bom menino. O cheiro, no entanto, era insuportável no bafo que saía da boca do Chico, o macaco alcoólatra.
Ainda tenho, na palma de minha mão, a marca de uma dentada sua.
Parafuso…
Já Parafuso, o papagaio, era mais calmo, porém, ciumento e provocador.
Passava todo o dia no alto de um mastro que meu avô improvisara, onde ele tinha a visão privilegiada de toda a redondeza do bairro. Dessa forma ele mexia com as pessoas que por ali passavam e as que só ele é quem via. Assobiava e, as vezes, chamava: “louro”, com uma voz de puro deboche. Era o delírio da meninada que passava vendendo picolé porque, antes de se aproximarem, ouviam parafuso gritar: Olha aê o picooolé! Os moleques paravam para ouvirem o concorrente que, do alto do mastro, berrava vendendo picolé. É lógico que foi com os próprio guris que ele aprendeu essas palavras, no entanto, esse papagaio tagarelo também tinha aulas ao pé do ouvido. Achei interessante quando uma vez vi que o meu avô conversava, as vezes, bem ao pé do ouvido de Parafuso. O papagaio, pousado no dedo indicador da mão grossa e calejada de meu avô, ouvia á tudo silenciosamente. Excepcionalmente quando a aula era de música, pois ele logo começava a cantarolar, com mudanças de tonalidade na voz e o escambau. O bichinho era mesmo eloquente. E cantador!
O Chico era muito indisciplinado. Aproveitava para fazer as estripulias nas horas em que não via muito movimento em casa, no quintal ou no boteco, onde minha avó mantinha a sua clientela de doces, bolos, pães e outros artigos de mercearia a varejo. Sem falar das “pingas” que era cachaça da melhor qualidade que meu avô recebia da roça e que foi o motivo principal, pelo qual, se optou em doar o Chico.
O macaco, astuto como ele só, descia do alto de um tronco, onde ele tinha a sua casa e quando chegava embaixo, desamarrava-se do cinto que trazia junto á uma corrente, cujo cinto estava atado a sua barriga e, daí, sem muitas delongas, ia direto ao boteco que, por vezes, minha vó envolvida em outros afazeres, deixava sosinho, atendendo aos fregueses quando era chamada. E o pior, além de provar de cada garrafão de cachaça que tinha embaixo do balcão, o Chico as deixava abertas, espalhando o forte odor de álcool pelo chão á derramar cachaça por todo o assoalho de madeira. O macaco cachaceiro era incontrolável. Depois da cachaçada ficava irreverente e atrevido. Pulando o balcão, o Chico ganha a rua e só assim é que minha avó, efetivamente, toma conhecimento de que alguma coisa se passa, algo não está bem.
Alguém, na rua, chama minha avó pela grade de um grande portão de ferro – “O macaco tá solto, tá aqui na rua.”
Era o Chico fazendo das suas, diante das pessoas, tomando-lhes a frente, não as deixava passar na rua diante do boteco. A única rua de acesso ao centro e ao comércio do bairro vizinho.
Ao ver minha avó, diminui-lhe totalmente as tensões e seus gestos já se tornam mais afetivos, dignos da personalidade de um sonso.
- Chico… Chico…, outra vez seu moleque? - Diz minha avó pacientemente estendendo-lhe as duas mãos que ele alcança estendendo também as suas e se aconchegando ao colo dela. E, de repente as pessoas vêem se afastar um santinho que momentos antes fazia verdadeiras diabruras. Nos braços de minha avó, ele apoiava a cabeça sobre os ombros dela, com um olhar terno e sereno como se fosse um bom menino. O cheiro, no entanto, era insuportável no bafo que saía da boca do Chico, o macaco alcoólatra.
Ainda tenho, na palma de minha mão, a marca de uma dentada sua.
Parafuso…
Já Parafuso, o papagaio, era mais calmo, porém, ciumento e provocador.
Passava todo o dia no alto de um mastro que meu avô improvisara, onde ele tinha a visão privilegiada de toda a redondeza do bairro. Dessa forma ele mexia com as pessoas que por ali passavam e as que só ele é quem via. Assobiava e, as vezes, chamava: “louro”, com uma voz de puro deboche. Era o delírio da meninada que passava vendendo picolé porque, antes de se aproximarem, ouviam parafuso gritar: Olha aê o picooolé! Os moleques paravam para ouvirem o concorrente que, do alto do mastro, berrava vendendo picolé. É lógico que foi com os próprio guris que ele aprendeu essas palavras, no entanto, esse papagaio tagarelo também tinha aulas ao pé do ouvido. Achei interessante quando uma vez vi que o meu avô conversava, as vezes, bem ao pé do ouvido de Parafuso. O papagaio, pousado no dedo indicador da mão grossa e calejada de meu avô, ouvia á tudo silenciosamente. Excepcionalmente quando a aula era de música, pois ele logo começava a cantarolar, com mudanças de tonalidade na voz e o escambau. O bichinho era mesmo eloquente. E cantador!
Logo entendi o efeito daquela terapia quando o ouvi nitidamente cantar toda a oração do Pai Nosso, ensinada pelo meu avô.
Eu e Parafuso convivíamos, mas na verdade, ele nunca me aceitou ali.
Logo quando cheguei ele pareceu não ter ficado muito satisfeito. Eu me lembro de ouvir minha avó dizer que ele estava enciumado por eu ser um menino, uma criança.
Ciente disso passei a provoca-lo, encetando uma guerrinha particular entre mim e ele.
Pela manhã, a minha primeira tarefa antes de mais nada, era levar Parafuso com a sua gaiola para o quintal. Quanta raiva me fazia quando eu, ainda sonâmbulo, ia pegá-lo e me descuidava e ele aproveitava para me bicar com toda a força que tinha no bico.
Pela manhã, a minha primeira tarefa antes de mais nada, era levar Parafuso com a sua gaiola para o quintal. Quanta raiva me fazia quando eu, ainda sonâmbulo, ia pegá-lo e me descuidava e ele aproveitava para me bicar com toda a força que tinha no bico.
Eu sabia que ele fazia aquilo porque não gostava de mim, porque á outros papagaios eu afagava a cabeça, davam-me o pé, mas parafuso não. A brincadeira que tinha comigo era só de querer tentar me bicar.
E eu não podia fazer nada contra ele porque meu avô podia se zangar...
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