Sinto-me cada vez mais distante das pessoas, apesar de querer tê-las tão perto de mim.
Tenho vivido uma fase de minha vida em que estou muito isolado, solitário, um ermitão. Refém de um sentimento que não consigo compreender. Parece uma falta, um pequeno detalhe que antes já fora grande e hoje faz falta em mim. Não consigo uma comunicabilidade harmónica com o mundo á volta que parece revolto diante de tanto acontecimento absurdo. Não há interlocutores e a inversão de valores faz com que a vida seja um grande mercado onde encontramos de tudo.
Minha casa é um labirinto para o meu tédio que não consegue sair. Me perco entre corredores e quartos que não foram construídos só prá mim. Como também não é só prá mim que existe a bela, interessante e imponente estátua do Marquez de Pombal, na praça, em frente ao Banco do Brasil em Lisboa; o frio cortante sob as árvores da Av. da Liberdade que me obriga ao capuz do casaco que comprei no Fórum Montijo; as luzes de Lisboa, a praça dos Restauradores e o Rossio, as putas e drogados que se espalham pelas praças e logradouros. O metrô e suas belas estações subterrâneas com estruturas e tecnologias dignas de primeiro mundo. Estações que, em baixo da terra, mostram a vida intensa que existe acima de nossas cabeças. Painéis electrónicos e néon realçam a arte, a cultura e toda a forma organizada da vida quotidiana que explode na capital lisboeta. O telúrico ao som de um fado, a melodia ousada no show de Ivete Sangalo, no pavilhão, o grito de gol do Benfica, no Estádio da Luz.
Sei que nada disso foi feito só prá mim.
As estradas que me levam de Salvaterra ao Montijo, á Fátima ou Santarém. Á Lisboa, Alentejo e Algarve. Às praias, montanhas de Sintra, às paisagens mais lindas de Portugal.
Nada disso terá sido feito só prá mim.
Mas o que posso fazer se você não quis estar aqui?
Tenho vivido uma fase de minha vida em que estou muito isolado, solitário, um ermitão. Refém de um sentimento que não consigo compreender. Parece uma falta, um pequeno detalhe que antes já fora grande e hoje faz falta em mim. Não consigo uma comunicabilidade harmónica com o mundo á volta que parece revolto diante de tanto acontecimento absurdo. Não há interlocutores e a inversão de valores faz com que a vida seja um grande mercado onde encontramos de tudo.
Minha casa é um labirinto para o meu tédio que não consegue sair. Me perco entre corredores e quartos que não foram construídos só prá mim. Como também não é só prá mim que existe a bela, interessante e imponente estátua do Marquez de Pombal, na praça, em frente ao Banco do Brasil em Lisboa; o frio cortante sob as árvores da Av. da Liberdade que me obriga ao capuz do casaco que comprei no Fórum Montijo; as luzes de Lisboa, a praça dos Restauradores e o Rossio, as putas e drogados que se espalham pelas praças e logradouros. O metrô e suas belas estações subterrâneas com estruturas e tecnologias dignas de primeiro mundo. Estações que, em baixo da terra, mostram a vida intensa que existe acima de nossas cabeças. Painéis electrónicos e néon realçam a arte, a cultura e toda a forma organizada da vida quotidiana que explode na capital lisboeta. O telúrico ao som de um fado, a melodia ousada no show de Ivete Sangalo, no pavilhão, o grito de gol do Benfica, no Estádio da Luz.
Sei que nada disso foi feito só prá mim.
As estradas que me levam de Salvaterra ao Montijo, á Fátima ou Santarém. Á Lisboa, Alentejo e Algarve. Às praias, montanhas de Sintra, às paisagens mais lindas de Portugal.
Nada disso terá sido feito só prá mim.
Mas o que posso fazer se você não quis estar aqui?
